Autoretrato
Marcio Santos
1 min min de leitura
Tenho absoluta certeza de que sou mediano.
Tenho um metro e setenta e cinco
e, para quem não está familiarizado com medidas
é algo entre alto e baixo.
Olhos meio claros, meio escuros.
Cabelos um pouco lisos e outro pouco crespos.
Não tenho a pele "couro forte" dos negros
nem a alvura sensível dos europeus.
Muito menos ostento a vermelhidão
saudável e liberta da pele indígena.
Beleza e feiura, tenho-as na mesma proporção.
Nunca fui rotulado como um sujeito genial
mas consegui, a custa de algum esforço
afastar-me da ignorância.
Sou, em quase todos os aspectos, um mediano.
Tive uma vida humilde
mas sem passar por privações
do que me era essencial.
Tenho um metro e setenta e cinco
e, para quem não está familiarizado com medidas
é algo entre alto e baixo.
Olhos meio claros, meio escuros.
Cabelos um pouco lisos e outro pouco crespos.
Não tenho a pele "couro forte" dos negros
nem a alvura sensível dos europeus.
Muito menos ostento a vermelhidão
saudável e liberta da pele indígena.
Beleza e feiura, tenho-as na mesma proporção.
Nunca fui rotulado como um sujeito genial
mas consegui, a custa de algum esforço
afastar-me da ignorância.
Sou, em quase todos os aspectos, um mediano.
Tive uma vida humilde
mas sem passar por privações
do que me era essencial.
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