Escritas

Rituais

Marcio Santos
Todos os meus riscos e ritos
Cabem no mesmo balaio

Minhas fomes
Minha vontade de comer ou de navegar
A febre dos desencantos
A visão turva, o papo reto
O rastro das minhas fugas
E o nó na garganta
Tudo no mesmo balaio

As fontes secas
E o campo infértil
Onde pasta a humanidada
A cicatriz caricata
O sorriso banhado a ouro
Os lábios mordiscados
Os partos e seus espasmos
E a nossa ira santa
Tudo no mesmo balaio
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