FACE WEB [Manoel Serrão]

Ó cai-te sobre a face.
Vês? Foi-se a do carvão,
E veio outra servidão!
A face web...
Do homo-cyber na solidão.
Comentário sobre o poema FACE WEB de [Manoel Serrão] por Joao Batista Gomes Do Lago:
Um poema curto, mas denso; prenhe de significantes e significados refletindo a solidão do "homus pós-verdade". De fato, a solidão, hoje, não se apresenta mais como uma "doença" estritamente pessoal e de caráter "pathos" (significado das palavras pathos e “paixão”, em algumas obras de Kierkegaard. Essa forma em que Kierkegaard apresenta o sofrimento desqualifica aquilo que entendemos por dor no sentido externo, ou meramente um sofrimento físico, pois trata-se de uma interioridade patética em “gênese dialética”(FARAGO, F., 2006, ...). O que se percebe nos dias atuais é um "homus" sofrendo de uma solidão existencial sem o nexo do sofrimento patológico interno, mas uma dor profunda no internato de uma virtualidade que nunca se fará real. Penso que aí se estabelece a "gênese dialética" de uma "interioridade patética".
© DE João Batista do Lago: 
João Batista do lago, maranhense, pode ser considerado, atualmente, um dos mais completos poetas e cronistas do Brasil, haja vista a consciência plural e significativa de sua intuição cultural, fato que o faz passear entre musgos históricos gregos e o modernismo clariciano, espargindo o pensamento poético alemão, americano ou inglês, sem esquecer das taças saboreantes dos vinhos que enebriaram o cismar dos poetas franceses como BAUDELAIRE (Charles Baudelaire), MALLARMÉ (Stéphane Mallarmé), FRANÇOIS COPÉE (François Édouard Joaquim Copée) e MUSSET (Louis Alfred de Musset) – o poeta do amor. Como eu, o Maranhão e o Brasil também, creio, se orgulham de João Batista do Lago, uma das maiores expressões literárias do mundo moderno. Fato que, realmente não deixa a desejar se comparado a nenhum dos franceses acima citados”. Marconi Caldas Poeta, escritor e advogado São Luís – Maranhão – Brasil 2007].
MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL PEQUENO, EDIÇÃO DE ONTEM, 02/02/2018. O AUTOR DA MATÉRIA É O JORNALISTA E ESCRITOR ANTONIO AILTON.

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