Escritas

A Glória de Crison

Samuel da Mata
Fez mais um chá de cidreira
Só não sabia que era o último
Preparou um ovo de capoeira
Só não sabia que era o último

Deu-me mais um sorriso farto
Só não sabia que era o último
Seu coração deu um infarto
Foi seu primeiro e o último

Pobre, raquítico e analfabeto
Sem tratamento ou assistência
Por do abandono um decreto
Morre de velho aos cinqüenta

Não mais a mesma é Glória
Sem de Crison o sorriso
Abram-se oh cortinas da glória
Pois ele chega ao paraíso
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