Escritas

Peste, praga

Darlan de Matos Cunha


Lu Sin grava no cerne da agonia
a fala da teocracia, enfim, uma teratologia
sem resquício de espanto em sua boca.

Somos uma louca e um alienado
numa assembleia de traficantes
com uma paleta de cores, naturezas mortas,
enquanto vais à feira de rua, vestida ou quase nua
e o mundo girando a 27 mil km hora.

Lu Sin destrincha um frango imaginário
com estes subviventes, razias na suicidade
onde ninguém tem segura a identidade
ninguém a salvo de si mesmo no mundo de rinhas
demolindo muros com o tom de Zaratustra:

"Por quê ainda chocalhar, ó cascavéis ?"*
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