Mapa
Darlan de Matos Cunha
Malas têm histórias - roubadas extraviadas trocadas esquecidas -
carregadas pelo sóbrio e pelo delirante
uns dias lhes foram de cão, outros de cristais entre algodão.
O bar assoa o nariz e ri da aldeia que não viaja, bagagens há
que viveram tempestades e ficaram num terminal
pelo que têm o que calar e o que contar de ti e de mim
do mundo, enquanto ajustam costuras e zíperes no couro gasto
(deixe no lugar cada adesivo, eles nos lembrarão das trilhas).
No fundo do bolso uma moeda extrangeira; noutro um vazio sem fim.
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