Teia
Darlan de Matos Cunha
Visão do apocalipse é o que pensas
sobre aqueles morros fumando
mas te enganas de todo
ao pôr estranhezas no natural.
Eis o crime, normal, à tua porta
a boca da injúria vindo em ondas
como um jorro que as luzes
da aldeia disfarçam com ânsia
doentia, renovada, e as peças
do tabuleiro mudam de conceito
sem se darem por isso os da aldeia.
Cansados estão velhos e moços
sem prumo definido, em paz
não se dorme num batente de cruz.
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