BARRICADAS [Manoel Serrão]
Baby Sonhos, cueiros e fronhas.
Fraldas, babadores golfados entre chupetas mascadas!
Latim loves, molecórios infantes.
Rebeldes em congas rasgadas, barricadas entre ativistas marcados!
Filhos da Terra,
Hoste avestruzes no cio,lavras entre comunas de urzes!
Hippies mendicantes em bandos.
Marxistas-xiitas-leninistas, antônimos entre sectários insones.
Jovens “bananas”, intentonas anônimas;
Beatniks e Punks, sonhos entre pencas de rock, sem planos!
Cara pálidas entre camisolas surradas por “overdoses de bronhas?”.
Ó - assim nos víamos nos sonhos anônimos,
O que hoje adultos sabemos aquilo que já não somos: “do mundo os donos”.