Escritas

Encontro , afinal

Annarchya
Enfim, estamos cá...
Não lembro porque razão, sangue sobre o lar
Olhos fechados, a dor , o findar
Espero paciente qual paciente sou a aguardar...

Então, luz...
Enfim em tua frente, teu brilho a me esmagar,
mas por mais que ilumine, não podes esconder
a escuridão que paira a teu altar...

Ratos, formigas ao sol...
brinquedos sem valor em tuas mãos...
nossas lutas, anseios, desejos...
falhando para tua cruel diversão...

Pragas , doenças, infestação,
fome, miséria e cruéis irmãos...
Se importasse a ti, que tudo podes,
paz e bonança traria por tuas mãos...

Que pai que ama deixa sofrer?
Que pai amoroso permite morrer?
Que pai é esse que a todos tortura?
Que pai é esse, que entrega a loucura?

Após perfidiosa indagação,
erros profanos em comunhão
me ponho além de qualquer perdão...
minha resposta é o fogo da condenação...

E assim maculado por refletir...
oh ,cruel destino, por questionar...
ao fogo me lança por pressentir...
o quão errado é o nosso tratar...
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