Escritas

Confisão

Larissa Rocha
A poetisa:

- Vejo sentado na relva: pobre mancebo

O sol poente ilumina seu cabelo

Que fazes aí moço tão belo?

E tão triste... Mal de amor, percebo.



 

O rapaz:

- Adivinhaste de que sofro, ó poeta

Por acaso já sentiste o mesmo?

Amar perdidamente e a esmo,

No pensamento, sem emoção concreta?



 

A poetisa:

- Se o sei! Isto mais que ninguém!

Amando não se evita dor

Porém amor é mais amor

Quando o outro te quer bem.



 

O rapaz:

- Lembro-me do pedaço de paraíso

Que é a minha amada

Da estrela pequena e pálida

Que brilha em seu sorriso.



 

A poetisa:

- Andas louco de amor por ela

Diga lá, essa doce ilusão

Que te faz suspirar de paixão,

Tua amada... É bela?



 

O rapaz:

- Se é bela?! Ela é a própria beleza

Nela mesma, é a doçura, o encanto,

É a visão do céu vestida de branco

É o brilho da lua em toda sua pureza



 

A poetisa:

- Deixe-me saber afinal

Quem é a moça angelical

Que aparece em corpo nu...



 

O rapaz:

- Minha poetisa, farei uma confissão:

 A dona do meu coração,

A donzela que eu adoro... és tú!



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Comentários (5)

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kesia
kesia
2017-08-18

o que vc faziA

kesia
kesia
2017-08-18

quem e vc

Paulo_Jorge
2013-12-31

Continuas a me surpreender, belo, belo, belo, mil vezes belo esta tua confissão...

Larissa Rocha
2012-07-29

Obrigada

2012-07-29

Querida poetisa , fizestes um cantare de salomão de sentimento muito puro por isto te aplaudo de pé.