Lista de Poemas
Morrer
a beleza que Afrodite me deu
mas pra quê servem encantos
se minha alma já morreu?
juventude, força, vitalidade...
para mim de nada valerão!
já que neste peito necrosado
há muito não bate um coração.
deixarei a dor da existência
suavemente...num só suspiro
pois sem ti a vida é um vazio
e eu não vivo, só respiro.
oh! e minha pobre mãe!
por me ver padecer tão nova
que desgosto ela teria, tão cedo,
em mandar cavar minha cova!
A mulher que ama
Como é bela uma mulher que ama!
Tem toda sorte quem pode colher
Nos campos primaveris, os amores
Que desabrocham num seio de mulher!
Uma mulher quando falar de amor
É a estrela mais brilhante dos céus,
Tem a voz mais bela que o som das harpas
De um coro de mil anjos de deus;
E é tão bonita uma mulher
Que carrega com honra este fado,
Preferia morrer de amor mil vezes
A nunca na vida ter amado!
Soneto do querer
Por esse teu amor, anjo meu,
Quero viver e morrer,
Nessa entrega me perder,
Para me encontrar num abraço teu.
Neste teu corpo quente
Quero de paixão suspirar,
Ao teu lado dormir e acordar,
Viver assim eternamente…
Quero ainda que não haja despedida
Nem nesta, nem na outra vida,
Quero provar que te amo.
Depois de tanto querer,
O que não quero é te fazer sofrer
Sentimental
Teu amor é para mim
Muito mais que uma ilusão
É algo que enche meu coração
De uma alegria sem fim.
É como viver num sonho
Onde se faz a melhor viagem,
É inspirar nessa tua doce imagem
Estes versos que componho.
Volta pra mim
Volta pra mim, amor... Sinto tanta saudade!
Talvez não passe de um sonho intangível
Mas não quero viver nessa realidade
Sem ti, viver já se tornou impossível!
Se ainda resta algo do nosso amor
Volta... Não consigo te esquecer.
Ainda te amo... Volta, por favor!
Tu bem sabes que não quero te perder
Tenho ainda algumas coisas para te falar
Do nosso amor eu nunca desisti,
Essa distancia não pode acabar
Com o amor que sinto por ti
Eu não me acostumo com a tua ausência
Por isso ainda te espero e te procuro
Simplesmente tu és já minha essência
Só quero fazer parte do teu futuro
Ainda te quero de qualquer jeito
As coisas não precisam ser assim
Sei que nada mais será perfeito
Não importa como, apenas volta pra mim!
Natimorto
Tenho pena dos meus poemas
Que morrem no primeiro verso
Eles contariam meus dilemas
Mas se perdem em outro universo
Eles morrem antes da criação
E se vão deste mundo
Quando eu perco a inspiração
Abandono o verso moribundo
Ai de mim! Que mal me roubou
O verso e a prosa?
Que minha vida sem poesia
É como espinhos sem rosa!
Quando eu te vejo
Quando eu te vejo, reparo logo em teus olhos…
Olhar escuro sensual, profundo como tua alma.
Em seguida, teus dentes perfeitos num lindo sorriso,
O som do teu riso me envolve e me acalma.
Quanto eu te vejo, passo bem perto de ti…
O suficiente para sentir teu cheiro, e inspiro
O frescor do teu perfume inebriante,
Poderia ter esse perfume todo o ar que respiro…
E o jeito que tu caminhas triunfante
Revela teu porte de semideus,
Reparo em teu jeito de andar elegante.
Te ver é como ter uma visão do paraíso
És o mais belo dos sonhos meus,
E quando eu te vejo, perco o que me resta de juízo.
Tua voz
Tua voz envolve meu corpo com um abraço
E quase posso sentir tua respiração quente
Falando ao meu ouvido, tua boca bem rente,
É impossível sair deste laço…
Tua voz pronuncia o nome meu
Saboreando cada sílaba… bem devagar
É como se ela estivesse a proclamar
Algo que sempre foi teu…
Tua voz rompe o silêncio da minha mente
E logo me vejo enlouquecida,
Por tua voz confortada e aquecida,
Ariel e Caliban
Um deles é o sopro de ar freso em perturbada mente,
O outro transforma em cinzas meu coração ardente
Um é o meu porto seguro, tranquilo e bondoso,
O outro é a inconstância de um mar revoltoso.
Como na Tempestade de Shakespeare, eles são
Assim tão diferentes, mas dividem meu coração
Meu espírito é consumido por uma dúvida vã
Vinho
com esse seu cheiro
inebriante de vinho
que me vicia
sem sequer haver provado
e vem me entorpecer,
me tentar com teu néctar
divino.
Esse néctar que é vermelho
como o sangue que por acaso
ainda corre em minhas veias
prova do pouco de vida que me resta
e a noite sombria não tirou.
então chega mais perto,insaciável
cheiro letal de vinho
tinto.
Cálice da morte,paixão fatal
mancha-me de vermelho...
mas este vermelho não é teu vinho
é meu próprio sangue!
não...não erga essa taça assim
o olhar insano,rindo da minha ferida,
duro golpe do
destino.
Comentários (3)
Que profundo! É verdade, sem amor de nada vale tudo.
Oh Larissa, meu Deus, não acredito que tu tens um gosto pelo Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage, esse poeta maravilhosamente corajoso, livre... Sou novo aqui, claro...tenho 4 dias nem isso e dei de caras logo contigo, uma linda senhora de ocolos tão elegante a gostar do Bocage. UM ABRAÇO DE PORTUGAL :D ESPERO QUE AINDA ESTEJA POR AQUI...
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