TENHO PONTES PARA CONSTRUIR
Carlos_Gildemar_Pontes
O homem atravessa pontes
para não molhar os pés.
Entanto, derrama pranto e suor
para construir as pontes.
Muitas luas e sóis desabaram
no crepúsculo de nossas vidas.
Fugimos do rio e do mar revolto
porque somos passageiros das pontes.
A rede armada no quadro
retém o rude e sonolento pescador.
Não posso acordá-lo.
Esta imagem me salta como uma navalhada.
Desesperado, caio morto,
torto de desejos, ávido de sonhos.
Me levanto ao amanhecer, espada na mão.
Um sorriso antes de abrir a porta.
Uma rua infinita para seguir.
Descalço os sapatos, mastigo a solidão.
Dou o primeiro passo, não olho para trás.
Tenho pontes para construir.
para não molhar os pés.
Entanto, derrama pranto e suor
para construir as pontes.
Muitas luas e sóis desabaram
no crepúsculo de nossas vidas.
Fugimos do rio e do mar revolto
porque somos passageiros das pontes.
A rede armada no quadro
retém o rude e sonolento pescador.
Não posso acordá-lo.
Esta imagem me salta como uma navalhada.
Desesperado, caio morto,
torto de desejos, ávido de sonhos.
Me levanto ao amanhecer, espada na mão.
Um sorriso antes de abrir a porta.
Uma rua infinita para seguir.
Descalço os sapatos, mastigo a solidão.
Dou o primeiro passo, não olho para trás.
Tenho pontes para construir.
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