Escritas

Depressão

Maria alves

As horas não passam, a sua sede de ser único em espaço vazio acresce a cada compasso de segundo. A alma torna-se inquieta naquela quietude de estar.
Ali estava ela, inerte, incapaz de pensar ou sentir, isolada do mundo, isolada de si. Há muito que não havia querenças ou sonhos e a nascente de lágrimas salgadas que ainda a fazia respirar, secara, inundando a sua vida, afogando todos os seus sentires e pensamentos. Deixou-se então, naufragar e sob uma folha suavemente caída, largada por um Outono de cor ainda mal definida, permitiu ser transportada por uma corrente de lembranças sofridas em corpo despido de vontades ou pensamentos.
Enclausurada no seu mundo, mas que mundo?
...
Declamação pela autora no seguinte endereço: http://mariarosaalves-escritora.webnode.pt/

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Comentários (1)

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joao_euzebio
2012-07-13

Bonito sua declamação Maria é bela e profunda chega a comover pois queria aprender a escrever assim com tantas belas palavras. Parabéns