INIQUIDADE [Manoel Serrão]

Ó! Dá-me tua mão. Alia-te a nós.
Há Deus, Eu e a umbra no paço à noite.
Dize-me: nesse mundo iníquo em que os homens não se amam,
És tu a solidão, não?
O‘alma, vida afora é o infinito amor que nos leva adiante...
Coragem. Sem culpa, amai! Ó amai o próximo!
Se há Deus sonhos nós? Há luz! Ó rezai por eu, rogai por nós.
Comentários (1)
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Vanessa
2026-02-01
Um soneto cujo ritmo e sonoridade o torna memorável e que parece explorar a limitações da paixão humana, as desilusões no amor. Admiro os seguintes versos: "E mal desponta em nós a madrugada, Vem logo a noite encher o coração!" Ah, a fragilidade das coisas da vida... A noite que nos cai, após o riso da aurora!
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