ONTOGÊNESE [Por: João B. do Lago] . [Ao poeta Manoel Serrão].
Eu louco sou apenas minha solidão.
Eu louco sou apenas um continente.
Eu louco sou tão somente o homem.
Mas eu louco sou a miséria,
Sou a fome, sou a alegria, sou à distância.
Sou uma coisa solitária.
Eu louco sou o universo,
Sou uno, sou um, sou o outro e o nenhum.
Eu louco sou Luna [Ericsson].
Eu outro Niesztche [Friedrich].
Eu sou serra,
O Highlander... A multidão...
Sou Serrão na amargura das minhas noites.
Nas dores dos meus dias, nas alegrias das minhas infelicidades.
Eu outro sou a ontogênese da desgraça do homem.
Eu outro sou inferno e céu.
Eu outro sou Deus e o Diabo.

Nota: [“João Batista do Lago, maranhense, pode ser considerado, atualmente, um dos mais completos poetas e cronistas do Brasil, haja vista a consciência plural e significativa de sua intuição cultural, fato que o faz passear entre musgos históricos gregos e o modernismo clariciano, espargindo o pensamento poético alemão, americano ou inglês, sem esquecer-se das taças Sab ore antes dos vinhos que inebriaram o cismar dos poetas franceses como BAUDELAIRE (Charles Baudelaire), MALLARMÉ (Stéphane Mallarmé), FRANÇOIS COPÉE (François Édouard Joaquim Copée) e MUSSET (Louis Alfred de Musset) – o poeta do amor. Como eu, o Maranhão e o Brasil também, crêem, se orgulha de João Batista do Lago, uma das maiores expressões literárias do mundo moderno. Fato que, realmente não deixa a desejar se comparado a nenhum dos franceses acima citados”. Marconi Caldas Poeta, escritor e advogado São Luís – Maranhão – Brasil 2007].
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