TIMIDEZ
Samuel da Mata
Maldito espelho, aguilhão da censura,
tão cruel, indiscreto, quer te recriminar....
seja um fio de cabelo, uma espinha, uma ruga
sempre encontra um jeito de a ti censurar.
Quando estou junto a ti, ficas a imaginar
se estás bela ou feia, o que de ti vou achar.
Neste crivo e receio, ficas tímida, inquieta,
vais despir-te sozinha, sob luz mais discreta.
Já não sabes querida, que não te posso julgar?
Vejo-te, parte minha, ao meu ser completar.
Não há júri ou tribuno na passarela do amor.
És sempre minha rainha, minha musa, minha flor
tão cruel, indiscreto, quer te recriminar....
seja um fio de cabelo, uma espinha, uma ruga
sempre encontra um jeito de a ti censurar.
Quando estou junto a ti, ficas a imaginar
se estás bela ou feia, o que de ti vou achar.
Neste crivo e receio, ficas tímida, inquieta,
vais despir-te sozinha, sob luz mais discreta.
Já não sabes querida, que não te posso julgar?
Vejo-te, parte minha, ao meu ser completar.
Não há júri ou tribuno na passarela do amor.
És sempre minha rainha, minha musa, minha flor
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