Escritas

Pai

Annarchya
Eis que abro os olhos, o vejo por fim,
Nos céus me atira, um soco no ar,
Uma promessa tão bela a ecoar,
uma linda existência aguarda por mim...

Eis que cresço, e o que sobrou?
Promessas quebradas, humilhação,
como pode haver redenção?
Como tanto amor acabou?

És pequeno , és um fraco
estorvo incapaz,
sem um dia de paz,
naufragou esse barco...

E hoje ,cacos a reunir
nunca mais firmará a promessa,
a lição que passo seja essa,
nunca deixe uma infância ruir.
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