Riso submerso

Ontem mesurpreendi com palavras inesperadas

Trazidas pelovento e a chuva que varriam a rua.

Havia verbos eloucura, poesia rota nas estradas

Destroços denotícias, restos de rimas, tarde nua.

Somente osilêncio mudo dos loucos sabia tudo.

 

Súbito o ventobramiu no dorso triste dos barcos

Soltando osdemônios que adormeciam no mar.

A tardelíquida escorreu desesperada pelos ralos.

E rolos deágua e barro anunciaram o apocalipse:

O céu choroudesesperado sobre a cidade do Rio.

 

Morrosdesceram enlouquecidos sobre as casas.

A terralacrimechoveu encostas de lama e alma

Arrastandonuvens de gente e indigentes de asas.

Só velasvelaram a cidade na súbita noite do dia.

O Ri(s)oacordou submerso, o Cristo preso no ar.

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