Escritas

ALTIVA FLÂMULA

Samuel da Mata
Desprenda-te altiva flâmula do teu mastro,
Para no mais profundo abismo te ocultar,
Até que expurgues de teu ventre e teu regaço,
A infame corja que enlameia o teu altar.

Heróis que te serviram estremecem
Se de alguma forma puderem contemplar
Teus filhos que espoliados empobrecem
Para a gatunos, em vil ordenança, enricar.

Que sangue corre nas veias de teu povo
Que a tanta chaga consegue suportar ?
A indiferença e covardia já dão nojo,
E de civismo, já é galhofa se falar.

Tuas cores, óh! sacro manto, apropria
Com as verdades que hoje estão a imperar,
Teu verde é hepatite, teu amarelo é anemia,
Pois mata e ouro já tosquiaram até findar

As estrelas do teu céu obscurecem,
Pois tu exaltas e enalteces é ao vilão,
O seu azul é a justiça que apodrece,
E o branco é do povo a desilusão.

A ordem há muito foi subvertida,
Polícia e malfeitores dão-se as mãos,
Progresso é uma esperança esvanecida,
Vergonha e ignomínia, é teu brasão.
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Comentários (1)

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2013-02-15

Realidade dolorosa!<br> </br>A falta de escr&uacute;pulo abafa o racioc&iacute;nio.<br> </br>A leitura de ALTIVA FL&Acirc;MULA deveria ser feita pelos mais de 180.000.000 brasileiros; deveria mexer com os nervos de pelos menos uns quinhentos e noventa e quatro.<br> </br>A dem&ecirc;ncia do c&eacute;rebro viciado precisa ser curada ou o demente afastado.<br> </br>Abra&ccedil;o, Samuel.<br> </br>Pr. Odair <br> </br>