Escritas

PRANTO SECO

Samuel da Mata
Um silêncio profundo cerca o corpo inerte
São parentes e amigos que se pode avisar
Os olhares se cruzam e se esquivam em flerte
O remorso e a tristeza estão a si cortejar

No amargo silêncio alguém arrisca um discurso
Louva e exalta as virtudes do que agora findou
É um pastor, um vigário ou um político intruso
Do remorso a mordaça, aos amigos calou

O ditame da presença traz à tona a culpa
De quem a tantos convites rejeitou ou não fez
Por cansaço, preguiça, mão importa a desculpa
Já é tarde demais, foi-se a bola da vez

Copiosas promessas no seu âmago ecoam
De aos que ainda lhe resta, ser agora leal
Mas passado o velório, no labor se escoam
Até um novo chamado pra mais um funeral
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Comentários (3)

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gina cologista
gina cologista
2017-05-31

quando e que esta merda foi publicada

a tua tia
a tua tia
2017-05-30

era a tua mãe

Mikaela costa
Mikaela costa
2016-04-04

Na Verdade Qual Era Esse Sonho ?