PRESENÇA ANTIGA
dellacoelho
Senhor, como longe de ti viver,
se tudo em mim teu renascer respira?
Tua já presença ao meu redor não vira,
pois perdida estava eu a arrefecer.
E agora estaco à estrada sem saber
se às tortuosas rochas aluíra,
se a esta amarga solidão anuíra,
ele, que me imbuia sem eu perceber.
Desfaleço nesta sina feroz!
Preciso ouvir de novo aquela Voz!
Antes que a minha terna face encrueça.
Liberte-me agora, Albatroz!
Leve-me rápido às mãos de meu Algoz!
Antes que nesta cova eu enrijeça.
Soneto de Della Coelho
se tudo em mim teu renascer respira?
Tua já presença ao meu redor não vira,
pois perdida estava eu a arrefecer.
E agora estaco à estrada sem saber
se às tortuosas rochas aluíra,
se a esta amarga solidão anuíra,
ele, que me imbuia sem eu perceber.
Desfaleço nesta sina feroz!
Preciso ouvir de novo aquela Voz!
Antes que a minha terna face encrueça.
Liberte-me agora, Albatroz!
Leve-me rápido às mãos de meu Algoz!
Antes que nesta cova eu enrijeça.
Soneto de Della Coelho
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