SOLILÓQUIO FLUVIAL
Raimundo Candido
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Que sabe do rio a pedra?
Senão ouvir o incessante
e eterno rumorejo
das águas que correm!
Que anseia a pedra?
Senão lançar-se,
seixo impelido ao desejo
de meteorito aquático!
Que fim há na pedra?
Senão cumprir-se
ao ardente e largo
apetite oceânico!
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