A Beleza do Todo
Mera a simplicidade com que o azul do céu
Transborda, essa magnitude que se torna,
Quase como as flores que me olham
De longe, naquele único momento.
A estrela solar brilha sobre um céu
Estonteante, a lua adormece na
Plenitude de um espaço aberto,
Numa criação de excêntricas vozes.
Há! Se tudo não fosse senão a passagem,
Se por momentos tudo se desvanecesse,
Na criação da fecunda oração templária,
Essa voz do tempo que espreita sobre a mão.
Delirais da alma que vos atira sobre a utopia
Essa mágica sensação de romperdes o dia
Numa fusão de sentir o amanhecer, com
A ilusão de mais uma aurora, parecem as
Flores de um jardim coroado de botões a romper.
Essa permissão que da vossa vontade, esculpida
Numa tanta raridade da sucessão dos dias que
Em vós talhais de um sonegado abrir postado.
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