O Silêncio
Não há palavras para descrever o estado que possuo.
Se assim o fizesse talvez não chegassem as palavras,
Talvez só o universo compreenda, ou tu,
Mas não posso dizer o que vai nos subúrbios da minha concepção
Pois se assim o fizesse talvez pudesse por em causa
a verdade, e por isso não me permito faze-lo,
e terás que ler no intrínseco e intangível universo.
A luz espelhou-se entre dois universos,
E estenderam-se as palavras guardadas,
No cruzamento dos olhares manifestaram-se pecados,
Frutos proibidos que se anseiam, saciou-se o espírito,
E a vontade tomou conta, perdeu-se o beijo proporcionado,
O toque, a insaciável procura,
E nele ficou manifestado o desejo.
Tomo o sabor da tua boca espelhada no espaço,
As palavras silenciadas percorrem o teu olhar,
E nele manifestas o desejo,
Agarras fortemente o corpo
e abandona-lo sem nada dizeres.
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