A Criança Mágica
Todos os dias, o sol raia com a mesma intensidade,
e lá longe, ouve-se o choro da criança, impartível, os gritos do choro sobrevoam o tempo.
Suja, sentada no chão, esquecida, sozinha e nua, chora.
A imagem perdura inexorável.
O universo estende-se sobre a sua solidão, o valor.... é inimaginável.
Porem, severamente, dá-se o silêncio,
esse ruído ensurdecedor que flagela a alma da criança.
Do outro lado do mundo, a cegueira ou a inconsciência
não responde á bravura do momento. Inóspita;
a criança, resiste corajosamente manifestando-se,
esta condição, única e não para todos,
suspensa sob um ar de depravação que gira em torno do universo humano,
conseguindo dessa forma tapar os ouvidos, tornando-os inolvidáveis.
O fechamento é simplesmente inesquecível e ao mesmo tempo implacável.
A borboleta sobrevoa o choro da criança, envolta dela poisa, a criança olha-a e sorri.
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