O Poeta Ferido
E entretanto o poeta foi silenciado
Seus dedos uns nos outros suturados
Sangrando das falanges inanimado
Os desejos reescritos em segredos.
A musa oculta despindo atrás do biombo
O que apenas do poeta se esconde
Ele grita: "Herege da paixão em assombro!"
Enquanto ela desnuda dita: "Onde?"
E detrás do biombo ela dança e sorri
A contínua valsa dos amantes jocosa
Onde a musa dá apenas imagem de si.
Entremeado o poeta compõe a fleuma
Cada semi-breve da sinfonia silenciosa
Sangrando dos dedos! Sangrando da alma!
Filipe F. 2016
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