Sonho de Luar

Nas suas mãos, dedos finos e compridos de pianista.
Em seus braços pálidos envolvido arroxando
Como um corpo apertado lento inflamando
Brotou aquele olhar longo sem hora prevista.

A pestana agitou-se e a pupila se dilatou
No revés daquele instante fértil e inesperado
Quebrou-se aquele relógio de vidro contado
Onde aqueloutro miocárdio livre se delatou.

Que belo foi ver aqueles amantes propícios
Inauditos quanto alegres desconhecidos
Sem promessas, grilhetas ou mesmo vícios

Debaixo daquela ponte de quarto de hotel perdidos
Onde nessa noite se deitaram amenos a sonhar
À luz da Lua que souberam ali desenhar.

Filipe F. 2016

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