Escritas

Luz

Francys Charlie
Alastra-se a luz,
adentra as cavernas fundas e intransitáveis.
Desvanece-se a obscuridade da alma,
desvanece-se a alma, em parte, obscura.
Quanto mais me aproximo da claridade,
quanto mais se alarga a luminosidade,
quanto mais se robustece a lucidez,
menos alma me resta,
mais facilmente desfaço-me,
tal qual papel embebido,
tal qual um besouro contumaz na lâmpada.
Porque o homem fatigado procura repouso na sombra,
porque luz em demasia nada revela, cega-nos,
porque logo cedo me dissolvo no "haja luz".

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