Antes da escuridão
Francys Charlie
Tudo é alvo antes da escuridão,
quando o tempo enfim bate à porta,
quando nada mais importa,
quando quem nos abraça é a solidão.
Tudo é rubro antes da escuridão,
quando a bala atinge o peito,
quando o médico diz não ter mais jeito,
quando Deus não ouve a oração.
Tudo é tristeza e tédio.
Mais tristeza e mais tédio.
Tudo é cinza.
Tudo é frieza e médio.
Tudo, tudo é arredio.
Toda alma é ranzinza.
Oh, arrepio!
Lá vem ela, a morte,
posso ouvi-la subir as escadas.
Maldita porta, por que estás sempre aberta?
Terror, és tu que despertas!
Ah, coração! por que te afliges?
Criaste neste mundo raízes?
Oh, tudo é dor!
tudo é...
sem cor.
_
quando o tempo enfim bate à porta,
quando nada mais importa,
quando quem nos abraça é a solidão.
Tudo é rubro antes da escuridão,
quando a bala atinge o peito,
quando o médico diz não ter mais jeito,
quando Deus não ouve a oração.
Tudo é tristeza e tédio.
Mais tristeza e mais tédio.
Tudo é cinza.
Tudo é frieza e médio.
Tudo, tudo é arredio.
Toda alma é ranzinza.
Oh, arrepio!
Lá vem ela, a morte,
posso ouvi-la subir as escadas.
Maldita porta, por que estás sempre aberta?
Terror, és tu que despertas!
Ah, coração! por que te afliges?
Criaste neste mundo raízes?
Oh, tudo é dor!
tudo é...
sem cor.
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