Transparência.

Nabelle
Nabelle
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O que há, poeta?
Sopro de luz
Paranóica
Amargurada
Esquecendo-te do tão belo

O que há, profeta?
Vento passageiro
Sangue psicopata
Doce frescor alheio

O que te amargura?
Grita
Choras
Corroe tua escrita

E tu, poeta?
Colecionador de chepas
Traido pelas linhas
De tua própria caneta.
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