Escritas

Monotonamente Escrevendo

Manuel Laranjeira

Farto-me de Ser simplesmente,
De viver o que não quero ser,
De nascer tão fluentemente,
Para no fim morrer sem querer.

Ansioso por vida complexa e completa,
E vergando-me perante o seu peso,
Acabo por ser uma alma discreta,
Liberto-me gritando .

Nada me faz andar,
Nada me faz correr,
Continuarei até quando a pensar,
Se continua eternamente a chover.

Lx, 12-6-1994
617 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.