FUGA
Meu amor eterno.
Os rios perderam os leitos e as manhas foram invadidaspelo entardecer.
As hortas perderam o sabor, por isso fugam na mesmapanela.
As primaveras presenciaram o seu partir e por cá nuncamais voltaram.
Sou ladeado pelos charcos das lágrimas o que nunca foi tudonem menos para te esquecer.
Antes pelo contrário, cá estou para te figurar embora nãoposso falar por tua voz.
Perdi-me, mas não a ti.
Autor:
Kussu Kappo