Escritas

Desprezo.

Nabelle

Lágrimas teimam em frequentar repetidamente meus dias. Feito chuva, caindo pouco a pouco sem ninguém conseguir controlar, muito menos eu.Meu peito está aberto e sem previsão de reconstituição. Não saber o que sentir e muito menos o que me falta. Ando por desertos onde habitam pessoas que não são tão desertas assim. Não encontro fuga, não encontro descanso. Cabeça a mil por hora, querendo algo que não sei distinguir o que é. Não vejo mais razão para seguir, muito menos tentar. Anseio apenas um alívio prévio que encontro nos braços de poucos amigos que me restam.Culpo-me por erros que não mudo. Choro com a intensão de aliviar tamanha dor inexplicávelque bate todos os dias em minha porta. Cercada de pessoas e ao mesmo tempo só. Quem será o mentor de tamanha angustia em minha vida? Sem adaptação e afastada de tudo, me trancando num mundo em que engoli a seco todas as chaves que possibilitariam a entrada. Vomito palavras, sentimentos e restos de uma chave envelhecida que nunca ofereço. Certamente algo me impede. Algo conhecido como o tão desprezível ser, chamado eu.

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