Abstrato ébrio.
Abstratos de nós mesmos
Desenhos dos caos da cidade
Sentimentos ignorados
Olhares desprezados
Arrepios disfarçados
As linhas do andar que carrego
Desnorteando os caminhos que penso em seguir
O além, autor de minha história
Alinhando os sentidos
De meu proibir
O contorno dos cabelos ao enrolar minhas palavras
Desorganizando o organizado sopro
Que me afoga em dias
Onde nem o paradoxo me livra
A lua
Que procuro em galáxias de olhares
Que nem ao menos mostram
As estrelas que escondem
Os sorrisos de cada face
Sereno das noites amáveis
Que formo o maior dos rios
Secados com o branco das fronhas
Apartando-me dos males
Descartando meu lado mais sombrio
Serei eu, dono dos meus sentidos
Ou apenas
Um personagem qualquer
Nas linhas tortas que um escritor embriagado
Ousou rabiscar.
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