Escritas

Quase, três dias sem mudança…

pmariabotelho

Quase, três dias sem mudança…

Quase, três dias sem mudança… A lucidez de uma manha fresca e doentia com tantos pensamentos intactos e com alucinações reais, como se isso fosse mesmo impossível, de alucinarmos com verdadeiras e estranhas manias de pesar gestos ou atitudes,… tanto tempo em silêncio, matando em cada fração de segundos a genuína malvadez que nos confere a diferença. Porquê?! Tantos silêncios e vazios? Saberei um dia justifica-los?Saberei algum dia saber dos seus porquês? Esvaziar a mente, soltar na folha embranco o que nos vai na alma, sem nenhuma barreira, porque aqui neste pedaço depapel, nesta página em branco os anjos podem não ter asas e o céu pode ser umfio de cabelo. Nada detém o pensamento e as mãos que transformam as ideias empalavras e os olhos que procuram as letras para definir ilusões em reaisemoções, aqui sim os milagres existem mesmo… A água que bebo seja pedra e oualga, verde ou cinza, será aquilo que eu quiser, daí a liberdade total deexpressão que transforma um escritor num sonâmbulo arquiteto de teorias.

Cada dia que passa corre nasveias o pulsar de um coração ameno. A revolta não vive porque as pausas são emdemasia e acarretam em si a calma estonteante de um corpo cansado. Procura masnão encontra o compasso, quiçá a sinfonia da sua vida seja tão abstrata, quedificilmente encontra o fio da sua meada. Um rebanho de ideias povoam e já nadarecorda e já nada lhe é difícil. Mas o que custa muito é a demora da pausa obatimento cardíaco sentido a rigor. Todos precisamos de refrescar a gargantaquando temos sede, mas a alma, teme de loucura quando abundamos na secura, porisso não sejamos loucos em matar à sede ambos. Palavras nada mais que palavras.

Ela acordou e foi ao café, que fica no caminho do seutrabalho, tomar o pequeno-almoço. Nada de especial, ninguém para conversar, senão fossem aqueles bons dias dados por educação, não se passava nada. De caminhoparou o carro, no cimo da rua para fumar um cigarro, quando o dia aindaacordava e a cidade toda ela estava mergulhada numa manhã estremunhada e fria.Sentia-se muito bem lá em cima daquela colina,… Pensava mais um dia que começa,…Não rezou o Pai-nosso como era de costume e de pedir ajuda ao seu São Bentinhoum novo dia de alegria, para que tudo corresse bem,…não o fez, deixou de ofazer algum tempo atrás, sabe-se lá o porquê? De regresso ao posto de trabalhocompletou mais uma manha de cálculos e gestão, fez alguns contatos, estabeleceualgumas regras e orientou algum serviço. Meticulosamente arquivou todos osdocumentos e anotou tudo, como sempre o fez e aprendeu a deixar tudo no seulugar de modo a que se no dia seguinte morresse outro alguém saberia exatamenteo que fazer… Chegada a hora do almoço, a correria das compras, para que nãofalhasse nada.

pmariabotelho

23.06,2015


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