Escritas

Trágico trailer urbano

Diego

O grito

era mudo

e mesmo

que o ruído

da dor

do desespero

se fizesse

sonoro

nada seria

ante o ouvido

indiferente

incompreensivo

dos transeuntes

a vagar pelas

ruas da cidade.

Bizarra cena.

Que mulher

é aquela

debruçada sobre

um corpo inerte?

Todos fitam

curiosos

mas não entendem

aquela dor.

Comentam e passam

como se estivessem

a ver um filme de ação

onde um

dos figurantes

levou o tiro

do bandido

para completar

o enredo

(é só a cena

do filme).

Depois da

dobra da

esquina

- ali na frente -

é só esperar

o próximo trecho

do longa-metragem,

assim: indiferente.

Meu Deus,

o corpo

inerte no chão

o corpo

que grita no alto

são meus próximos?!

Eu como vê(dor)

não me comovo

(como os outros)

apenas comento

o evento

do jeito frio

que eu me dei...

diga-me Senhor,

quando foi

que o

abandonamos?

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Comentários (2)

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Adriano_Moreira
2011-12-15

Parab&eacute;ns,amigo,muito bom! <a href="http://www.recantodasletras.com.br/autores/adrianomoreira">http://www.recantodasletras.com.br/autores/adrianomoreira</a> e <a href="http://adyacolimoreira.blogspot.com/">http://adyacolimoreira.blogspot.com/</a><br> </br>

2011-11-22

Espetacular!