Trágico trailer urbano
O grito
era mudo
e mesmo
que o ruído
da dor
do desespero
se fizesse
sonoro
nada seria
ante o ouvido
indiferente
incompreensivo
dos transeuntes
a vagar pelas
ruas da cidade.
Bizarra cena.
Que mulher
é aquela
debruçada sobre
um corpo inerte?
Todos fitam
curiosos
mas não entendem
aquela dor.
Comentam e passam
como se estivessem
a ver um filme de ação
onde um
dos figurantes
levou o tiro
do bandido
para completar
o enredo
(é só a cena
do filme).
Depois da
dobra da
esquina
- ali na frente -
é só esperar
o próximo trecho
do longa-metragem,
assim: indiferente.
Meu Deus,
o corpo
inerte no chão
o corpo
que grita no alto
são meus próximos?!
Eu como vê(dor)
não me comovo
(como os outros)
apenas comento
o evento
do jeito frio
que eu me dei...
diga-me Senhor,
quando foi
que o
abandonamos?
Comentários (2)
Parabéns,amigo,muito bom! <a href="http://www.recantodasletras.com.br/autores/adrianomoreira">http://www.recantodasletras.com.br/autores/adrianomoreira</a> e <a href="http://adyacolimoreira.blogspot.com/">http://adyacolimoreira.blogspot.com/</a><br> </br>
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