Escritas

O Mosquito

Pedro Olavo II


Às vezes sem asa fica

Pois o tapa é certeiro

Despedaça-o inteiro

Pobre do morto, o mosquito



Outras vezes, ele esperto

De supetão antecipa

Voando ele participa

Da frustração do freguês



Mas logo vem o veneno

A luta é desigual

Rouba-lhe energia, a moral

Sem vida jaz o mosquito