Escritas

Cronologia

Moacir Luís Araldi

Aindacarregas sonhos não vividos,

Já sem graçadepois de tanto passado.

Profeciastão sérias que acreditavas

Agoradesconsidera para não se ferir.

A rua davida se tornou larga,

Lembrandodos sinais que passou no vermelho.

Uma fotoirreconhecível,

Com pose dequem jurava que tornaria o mundo livre.

Quantas condenaçõesque aos outros queria impor

Hojesilencia para se proteger.

Quantaspalavras que pronunciavas

Entusiasmadojá nem quer ouvir.

Quantasafirmações de eternidade

Que precocese foram.

Quanta vidadita infinita

já findou.

Quantos rostosdesejou beijar,

Tão poucos beijou.

Sorvetes e sorrisosno parque,

Só eramdeliciosos por ter

uma mãosegurando na sua.

Hoje os poemasde amor sem nenhuma arte

Estão emalgum caderno esquecido no mundo.

Ninguém maiste reconhece.

Ficou nocaminho a beleza que tinhas.

Pessoas queamavas desapareceram.

Divagaspensando e nem lembra mais,

Que valeu apena,

Mesmo tendoficado pra trás.

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