Escritas

Lista de Poemas

Sereno

E para formar o rio
O sereno se consumiu
Em suas margens fez brotam árvores poéticas
Impregnando cheiro de poesia no ar
Que acorda, desperta e aguça, em nós, o poeta.

E o sabor da poesia
É saudável
Palatável
Colorido
Incomparável.
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Lembrar

Agradável é lembrar por vontade própria e não por ser impossível esquecer.

Moacir Luís Araldi
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Ás vezes choro

é trágico andar
Sem mão segura
Desprotegido e atônito.

Inquestionável
Que somos sós
Em nossa rota de vida.

Nas quietudes
Para quem vai os silêncios?

Não duvido,
Nem tão pouco espero.

ás vezes choro...
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Rotina

Sonho se escreve desejo
Desejo se escreve vontade
Angústia se escreve nó
Esperanças se escreve pó
Ânsia se escreve chocolate
Certezas se escreve talvez
Verdades se escreve dureza
Ternura se escreve amor.
Medo se escreve insegurança
Solidão se escreve tristeza
Estou bem se escreve - deixa prá lá.
Infância se escreve distante
Criança se escreve doçura
Conta nova se escreve dívida
Busca se escreve tentativa.
Natureza se escreve em extinção
Eterno se escreve "até onde der"
Sólido se escreve derrama
Poesia se escreve...
Em versos.

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Voz da natureza


O rio que brinca em mim
É infantil
É límpido 

Águas saudáveis
que nem sei poluir 

Coaxam as rãs animadas
A voz humana silencia
Sento-me à sombra marginal
extasiado a observar:
- Náiade não há - 

A voz da natureza
muito tem a nos ensinar.
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Novos amanhãs

Nas ruas a população
move-se mascarada
- atônita-

Uma pontinha de vida
chora ...

Lagrimas mundiais
unem nações

Espalha-se a fome
e a dor tudo fecha,

Mas há o sol
acompanhando o mar
projetando novos amanhãs.

Raios de fé
ondas de esperança
dizendo que ainda
devemos sonhar.
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Alguma coisa

Lembro que eu vendia alguma coisa
Sempre se tem algo para vender.

Um dia escrevi um texto
Todo mundo escreve algum texto.

Alguém leu minha escrita
Sempre tem algum curioso que lê.

Mais tarde, bem mais tarde
A sugestão para publicar.

Eu vendia alguma coisa.
Era minha profissão (de fé).

Eu escrevia alguma coisa
Coisa qualquer.



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Versos, rimas e marés.


Há o azul
De cima
Mistérios quase perfeitos.

Não suporto o mar
Me domina a inveja.
Balanço de liberdade
Aperto no peito
E a voz ondulada
Encanta e seduz.

Te quero longe
E me aproximo.
Não querendo
Amo tuas ondas.
Me deixa livre,
E me prende.

Odeio teu cheiro
E me vicio.
Há consternações em teu leito
Tua música
Fúnebre
Festiva
Morre tão viva.

Mar que não amo;
Mar que amo;
Mar não és
Poesia de
Versos, rimas
E marés.
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É natal

Ele veio
Nos guiar
Trouxe brilho em sua luz
Ao tilintar do sino
Com fé, amor e paz
Saudamos o Menino Jesus.

é Natal.
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Sem ponto

Entre a maiúscula inicial e o ponto final queria colocar o mundo, mas tão grande era ele que optou por não pontuar.
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