Escritas

Ardil

Pedro Andrade

Como a pedra sabida do rio

Conhece os caminhos maus.

Da seca entoa-se o natural

Mas só o gelo não sabe do frio.


A rosa é que dá força ao espinho!

E o homem que se diz normal,

Foge esquecido no julgo viral

Igual gente transborda vazio.


Nasce uma vastidão do vil!

Efeito de uma tragédia cultural

Que resume o tempo em banal,

Porque o silêncio nunca mais se viu.


Pena de toda carne com barulho servil!

E a vidinha dócil, reclama por manual,

Porque o rio efêmero de enchente vital,

Não explicou à pedra, seu bom ardil.

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