Lista de Poemas
Raio-X
Roupa branca
Molhada camisa
Malicia.
Uma noite
Na noite lenta corre a pele
Na sombra esquecida do amor
Para sustentar a magia que fere
A luxuria findada que errou
Qualquer guerra cativa rola
Conselho dos sexos em combustão
Esquecem a dor, a vida, a roupa
Progressão geométrica da emoção
A cena local é tesuda
Prepara-se o banquete final da sobremesa
E reflete o homem o mistério da bunda
Que não enxerga mal nem bem na beleza
Do amanhecer maior que o mundo agora
Na matutina calorosa ternura.
Amanhecer
Aquele reluzir de suas nádegas
Aquela face pecaminosa, insinuando calor
Me traz ardência matinal.
Partes suas não me bastam
E os sonhos, a imaginação, esses insustentáveis
Não satisfazem: eu preciso de mais.
Você flutuava junto ao oceano dos meus lençóis
E cogitando críticas de seu encanto
Sentia que a excitação pairava sobre o mar.
Quando apagada, não te acordava.
Queria ver a magia dos raios da aurora
Imponentes, no mundo que irradiava em você.
De súbito, findava-se sua ausência de desejo
E minhas mãos não se cansavam de deslizar por seus adornos
Improvisando esse amanhecer, mais lindo que a fria vida.
Belo segundo
Que o tempo é efêmero
Sabemos de perto
Vivemos presentes
Fingimos, decerto!
Nada na vida dura
Ganhamos o eterno
Momento cego
Momento certo.
Como acima do palco
A outra metade
É feita de instante
No eterno, bem mudo.
Não pense que esqueci
Ela é fogo que arde
Mas pode apagar
Num belo segundo!
Existência
Pontadas na cabeça
Portas fechadas à Freud
Mundo não brinca, esqueça
É tecnologia sem Android.
Acredito na ordem da vida
Na vida do caos
Compreendo a ignorância
E todo animal de metal.
Se tem pena, pague a conta
Pegue no sono e acorde
Imagine Deus, e o destrua
Se não, troco a sorte.
Se há condicionamento?
Não se empolgue, bobo
É mister o movimento
E se não acha, acha-o todo.
Não existe lei do livre
O livre faz a própria lei
E se este é feio, patife
Já tenho a minha, eu não sei.
Ignorância abre as pernas
Expande, te engole inteiro
Mas não se muda trincheiras
E a consciência é só cabelo.
Abano umbanda
É bandeira, que abana
Cada muda banda
Umbanda.
Ardil
Como a pedra sabida do rio
Conhece os caminhos maus.
Da seca entoa-se o natural
Mas só o gelo não sabe do frio.
A rosa é que dá força ao espinho!
E o homem que se diz normal,
Foge esquecido no julgo viral
Igual gente transborda vazio.
Nasce uma vastidão do vil!
Efeito de uma tragédia cultural
Que resume o tempo em banal,
Porque o silêncio nunca mais se viu.
Pena de toda carne com barulho servil!
E a vidinha dócil, reclama por manual,
Porque o rio efêmero de enchente vital,
Não explicou à pedra, seu bom ardil.
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