Escritas

Talheres

Moacir Luís Araldi

Não vou arrancar minha roupa para ser devorado pela ganânciamercantilista e cinzenta da cidade.

Nem tão pouco adormecerei bêbado em algum viaduto abandonado.

Também não vestirei peças novas engomadas e com etiquetasconsagradas.

Assumo meu “look” de camisetas detonadas.

Espero à porta do banheiro.

Não tenho pressa.

Entro só com o creme dental.

Não vou fazer a barba.

Não me importo em ser deselegante.

Se na fila tiver idosos saio dela para ser gentil, nãoprecisam saber o motivo.

É nisso que está Deus, não nas ostentações das imponentes Catedraise nos vestidos de alto padrão que ali entram.

'Bem-aventurados os humildes de coração, pois delesserá o Reino dos Céus'.

A gratidão não se veste de vaidades.

Alimento-me da mais pura simplicidade, não me ajusto comtantos talheres.

Um sanduíche...

Por favor!

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