Há sempre
Moacir Luís Araldi
Há sempre uma música ao fundo.
O chiado do vento marcando.
Uma vontade de gritar ao mundo.
De sair sem destino apenas vagando.
Há sempre uma face rosada.
Uma mão afagando os cabelos.
Um lábio em outro tentando morada.
Um carinho ousado de arrepiar os pelos.
Há sempre um mistério envolvente.
Um quê de paixão pousado no ar.
Um grilinho que mexe com a gente.
Um órgão sentido no peito a pulsar.
Há sempre uma hora que a copada balança,
Que a folha começa a flutuar,
Há sempre luz que a alma alcança.
Não negue. Há sim. Sempre há.
O chiado do vento marcando.
Uma vontade de gritar ao mundo.
De sair sem destino apenas vagando.
Há sempre uma face rosada.
Uma mão afagando os cabelos.
Um lábio em outro tentando morada.
Um carinho ousado de arrepiar os pelos.
Há sempre um mistério envolvente.
Um quê de paixão pousado no ar.
Um grilinho que mexe com a gente.
Um órgão sentido no peito a pulsar.
Há sempre uma hora que a copada balança,
Que a folha começa a flutuar,
Há sempre luz que a alma alcança.
Não negue. Há sim. Sempre há.
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