Escritas

POESIA SEM SUBSTÂNCIA

José João Murtinheira Branco


Prendi o anjo ao elo dos meus desejos,

Que me protege, me eleva e me redime

á luz mortiça da comedida penitência,

cobri – lhe o espaço da alma, com beijos

numa crise de afeto e amor sublime,

desbravei o gosto, absorvendo demência…

Só a minha mão não enlouqueceu.

Neste poema versado na inconstância ,

que perdura nesta réstia amarga do tempo.

É parca e contida minha indulgência

esmaecida na luzde um verso que emudeceu.

É naco de poesia sem substância!

É fímbria do passado no advento,

que se extingue na luz da penitência!

João Murty

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