REENCONTROS E MEDITAÇÃO - III
Queria poetizar ternura, exorcizar a minha dor.
Conheço cada rua, cada esquina, cada canto,
travessas de enredos, recantos e refúgios de amor,
em vielas verti lágrimas e nelas sufoquei o pranto.
Quero pensar, sem o nó que me cresce na garganta,
Indiferente às gotas de chuva que escorre pelorosto,
gotas cúmplices, que se misturamcom o sal dos olhos.
São apenas fluidos sedentários, queo ego planta
e que a vida na sua marcha, decantapor apego e desgosto.
No desencanto; O vazio. No vazio; O olhar. Oolhar
de quem sai à procura de si mesmo, para seencontrar.
O olhar, que esconde as emoções e o silênciosolitário,
vendo o sol morrer em cada tarde, num ocasoimaginário.
Não sei se volto, não sei se me encontro, sesou eu!
Não sei,se a vida por mim passou e tudo em mim morreu.
João Murty
Português
English
Español