Escritas

REENCONTROS E MEDITAÇÃO - III

José João Murtinheira Branco

Queria poetizar ternura, exorcizar a minha dor.

Conheço cada rua, cada esquina, cada canto,

travessas de enredos, recantos e refúgios de amor,

em vielas verti lágrimas e nelas sufoquei o pranto.

Quero pensar, sem o nó que me cresce na garganta,

Indiferente às gotas de chuva que escorre pelorosto,

gotas cúmplices, que se misturamcom o sal dos olhos.

São apenas fluidos sedentários, queo ego planta

e que a vida na sua marcha, decantapor apego e desgosto.

No desencanto; O vazio. No vazio; O olhar. Oolhar

de quem sai à procura de si mesmo, para seencontrar.

O olhar, que esconde as emoções e o silênciosolitário,

vendo o sol morrer em cada tarde, num ocasoimaginário.

Não sei se volto, não sei se me encontro, sesou eu!

Não sei,se a vida por mim passou e tudo em mim morreu.

João Murty

413 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.