Escritas

JUIZO FINAL (II)

O POETA DE MEIA-TIGELA
Quero saber, meu chapa, é quando o Boss
Ficar de saco cheio dessa raça
E decidir cortar a luz dos sóis
E descer pra repor ordem na casa.

As gentes ficarão em maus lençóis
Porque quando Ele chega, sempre arrasa.
Vai pegar cada qual pel' próprio cós
E botar sem dó chumbo e ferro em brasa.

Quem quiser chorar, chore desde já, Quem viver chorará
Já que é certo não dar tempo depois.
Se quer se arrepender esqueça, pois

de se salvar, nem Ló desta vez há.
De ninguém restará sequer a ideia,
Eu, tu, ele, nós, vós, eles: diarreia!