SALTO DO ITIQUIRA
Samuel da Mata
Oh cascata mui fria de tão doce encanto
Que ecoa no valado, ao seu despencar
Que capta as lágrimas de mil desencantos
De amores perdidos, que ali vão chorar
Suas águas em neblina se estendem no vale
Umedecem as tristezas pra fazer aflorar
Chagas ressequidas e feridas de males
De amores desfeitos, mas ainda a queimar
Seu manto sagrado consola aos amantes
E lava-lhes o pranto sem os recriminar
Devolve-lhes suas almas, curadas o bastante
Pra que novas venturas ainda ousem sonhar

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