FLORES DAS ESTAÇÕES
Samuel da Mata
As flores que deixei cair, vento medonho as levou
As pétaças não recolherei, mas plantarei nova flor
Dos dias que não vivi, o tempo fez refeição
Aproveitarei a alvorada e viverei a estação
Águas passadas se foram em corredeiras de dor
Mas na montanha ainda brota, límpidas águas de amor
Pra os dias que nascem frios, deu-me meu Deus cobertor
E para as noites brilhantes, sonhos de estrelas e de amor

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