SOMBRAS AO VENTO
Samuel da Mata
Quantas despedidas marcantes
Partidas sem se dizer um adeusQuantas amizades pulsantes
Que o tempo em dor as desfez
Quantos momentos vividos
De exuberância sem par
Foram-se em saudade esquecidos
Quais águas turvas pra o mar
Velhos retratos mofados
Nas cinzas do envelhecer
Jazem escuros e apagados
Paixões que recusam morrer
Dos sonhos desfaz a esperança
Bem antes do Sol se por
Alegria só surge em lembranças
Do jardim que um dia foi flor

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