Escritas

NÃO, SE ÉS CONDA

Samuel da Mata

Não mais se escondas na beleza do seu rosto

Nem

me seduzas com este seu sorriso vil

Não use a mim como placebo ao seu desgosto

Nem exalte em mim as virtudes que não viu


Maldita a hora que te aceitei por companhia

És Conda, revelada está tua artimanha

Rastejante e vil, há muito a presa espia

Sutil como serpente, voraz como piranha


O mal cresce e implode, não há como detê-lo

As folhas amarelam, o tempo faz a monda

Quebrando a utopia, estancando o pesadelo

Desfazendo fantasias e revelando a anaconda